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Diagnóstico é um dos desafios para controlar vírus da monkeypox

Publicado em 28 de Julho de 2022 07:12

Foto: Arquivo

A monkeypox (MPX), ou varíola símia, foi motivo de alerta epidemiológico emitido em 7 de julho pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do governo paulista em razão do número crescente de diagnósticos da doença no estado de São Paulo, que àquela altura registrava 75 dos 106 casos confirmados no país (70,8%). No informe nacional produzido em 21 de julho, o número de confirmações havia quintuplicado, com 607 casos, sendo 438 notificações em território paulista (72,2%).

 

O que mais preocupa as autoridades de saúde é um conjunto de características que, somadas, estão tornando a monkeypox uma doença de disseminação muito rápida em países não endêmicos, entre eles o Brasil. “A monkeypox é uma doença que, em resumo, é de extrema dificuldade de contingenciamento”, diz o infectologista Alexandre Naime Barbosa, professor da Faculdade de Medicina do câmpus de Botucatu (FMB-Unesp).

 

Vírus do mesmo gênero (Orthopoxvirus) daqueles da varíola humana, bovina e do vaccinia, usado na produção da vacina contra a varíola em seres humanos, o monkeypox tem como principal via de transmissão entre humanos o contato pele com pele. Os sintomas principais da doença são erupções cutâneas, febre e linfonodos (gânglios linfáticos) inflamados.

 

As feridas na pele, que podem demorar até 21 dias para aparecerem após o contágio, podem aparecer no rosto, mãos, pés, peito e genitais, entre outras partes do corpo, têm elevada carga viral e por isso são altamente transmissíveis, exigindo que o portador do vírus respeite um prolongado isolamento, de até 40 dias –o indivíduo apresenta inicialmente uma vermelhidão na pele que evolui para uma pápula com uma pequena vesícula (bolha com líquido), que só deixa de transmitir o vírus depois de completamente cicatrizada.

 

(Do Jornal da Unesp)


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