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Notícia

Em crescimento, Ambulatório de Autismo do HCFMB atende 30 municípios

Publicado em 17 de Março de 2023 07:20

O Censo Escolar do Brasil registrou um aumento de 280% no número de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) matriculados em escolas públicas e particulares apenas no período entre 2017 e 2021. No Brasil, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) sugerem a existência de dois milhões de autistas, mas esta estimativa é considerada desatualizada. Levantamento recente do Center for Disease Control and Prevention dos EUA mostrou que, se nos anos 1970 o número de diagnósticos de TEA estava na faixa de um para cada dez mil crianças, em 1995 já havia atingido um em cada mil e continuou crescendo aceleradamente, até chegar em um a cada 59 em 2018 e um a cada 35 em 2022.

 

Considerado Transtorno do Neurodesenvolvimento, o Autismo tem causas multifatoriais e aspectos peculiares que o definem, como: dificuldade na interação social, atraso na fala ou a fala sem interação social e estereotipia (modo de agir caracterizado pela repetição verbal ou motora).

 

A partir dos dois anos de idade é possível realizar o diagnóstico do TEA. Antes deste período, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) sugere uma escala de rastreamento precoce, que determina os fatores de risco para determinadas doenças, dentre as quais o Autismo.

 

De acordo com a neurologista infantil e responsável pelo Ambulatório de Autismo do HCFMB, Drª. Andrea Siqueira Campos Monti, o Autismo possui diferentes graus (leve, moderado e grave). “O nível leve precisa de pouco apoio para as atividades do dia-a-dia. Os níveis moderado e grave dependem de mais apoio, o que envolve a participação de uma equipe multidisciplinar. Médicos, terapeutas ocupacionais, psicólogos e fonoaudiólogos são parte da rede de apoio”, explica.

 


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