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HCFMB elimina o uso de óxido nitroso no ambiente hospitalar
Publicado em 02 de Julho de 2024 07:30
O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) e o Hospital Estadual Botucatu (HEBo), a partir desta segunda-feira, 1º de julho, deixam de usar o gás anestésico óxido nitroso (N2O) nas salas cirúrgicas e em outros locais do Hospital, aumentando a segurança de pacientes, profissionais de saúde, e promovendo a sustentabilidade. O N2O é um potente gás de efeito estufa (300 vezes mais forte que o CO2) e que favorece as mudanças climáticas.
Esta iniciativa faz parte do Desafio “A Saúde pelo Clima”, uma campanha internacional coordenada pela Rede Global Hospitais Verdes e Saudáveis, que visa mobilizar organizações de saúde a tomar medidas contra as mudanças climáticas e em defesa da saúde pública ambiental. O HCFMB aderiu a este desafio em 2015, por meio do trabalho do Núcleo de Hospitais Sustentáveis.
A indicação de eliminar o N2O foi tomada no final do ano passado, durante reunião da Comissão de Gases de Efeito Estufa (CGEE) do HCFMB, em parceria com a Divisão de Anestesiologia da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB | Unesp) e com o Núcleo de Manutenção do Hospital.
O uso de N2O no HCFMB começou na década de 1970, com o início das anestesias gerais. O desenvolvimento de novos anestésicos, a preocupação ambiental, a segurança do paciente e a saúde dos profissionais impulsionaram a redução do uso deste gás nos últimos anos. Adicionalmente, a retirada deste gás também diminuirá os custos do HCFMB.
“Devido às suas propriedades farmacológicas, o N2O é pouco potente como analgésico e precisa ser usado com outros anestésicos. Portanto, recomendamos fármacos mais modernos que trazem mais segurança”, explica Leandro Gobbo Braz, chefe do Serviço de Anestesiologia do HCFMB.


