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Notícia

Morre João Carlos Figueiroa, historiador e jornalista botucatuense

Publicado em 01 de Novembro de 2023 07:32

Faleceu no final da tarde desta terça-feira, 31, o professor João Carlos Figueiroa. Ele tinha 79  anos, enfrentava problemas de saúde, falecendo de infarto aos  79 anos. Desde agosto do ano passado ele enfrentava problemas de saúde, tendo sido internado diversas vezes.

Figueiroa deu importantes contribuições sobre personagens, instituições e empresas que contribuiram para o desenvolvimento da cidade e região de Botucatu. Era jornalista, tendo editado o Correio de Botucatu e posteriormente o primeiro Diário de Botucatu, empresas do Grupo Paganini, da qual ele integrava, na Radio Emissora. Foi presidente do Centro Cultural de Botucatu.

Foi liderança estudantil, atuou na conhecida resistencia da CRUSP, que culminou na invasão da USP, durante o regime militar, foi preso pelo DOI-CODI e a imagem da prisão estampou a primeira página de um jornal e a Revista Realidade que noticiaram a sua prisão. Ele sofreu torturas no DOI-CODI e posteriormente teve direitos politicos cassados pelos governos militares por dez anos.

Disputou, nos anos 1960, o comando da União Estadual dos Estudantes, contra a chapa liderada José Dirceu. Era muito amigo de José Serra, desde os tempos do movimento estudantil, com quem trabalhou na Secretaria de Planejamento, onde coordenou o primeiro programa de pavimentação de estradas vicinais do Estado, além de outras pastas durante o Governo de Franco Montoro e Orestes Quércia.

No final dos anos 1970, passa editar o Jornal Caminhos Partidários, com Sandoval  Nassa, divulgando publicações oposicionistas como Opinião, Movimento, Hora do Povo, Tribuna Operária, O São Paulo, entre outros. Mais tarde foi redator do Jornal de Botucatu e contribuiu com artigos sobre Botucatu em diversos jornais, sobretudo na Gazeta de Botucatu e Diário da Serra.

Sua ultima entrevista e colaboração sobre a historia da cidade, foi aqui na Clube FM, no aniversário da cidade. (Abre no Youtube)

Durante a gestão de João Cury e professor Caldas, foi secretário de Participação e Comunicação. Antes ele foi chefe de gabinete no governo de seu tio, Plinio Paganini. Ao sair do cargo passa a editar suas ultimas publicações sobre a historia da cidade.

O escritor e historiador será sepultado às 16 horas no Cemitério Portal das Cruzes. Era separado e deixa dois filhos, Bruno e Fábio.

 

João Figueiroa mantinha um site com a história e documentos de Botucatu, Ybitucatu  

 

 


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