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Notícia

Policia Civil prende grupo que planejava atentado. Suspeitos são investigados em Botucatu

Publicado em 03 de Fevereiro de 2026 11:26

 

A Polícia Civil de São Paulo prendeu 12 pessoas, com idades entre 15 e 30 anos, acusadas de planejar atentado com uso de explosivos, como bombas caseiras e coquetéis molotov. A ação do grupo estava prevista para esta segunda-feira (2) na Avenida Paulista, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP). Entre os suspeitos de atentado e fabricação de bombas pessoas em Botucatu, conforme dados da Secretaria Estadual.

Em Botucatu, equipes do Grupo de Operações Especiais (GOE), acompanhadas pelo delegado seccional, Lourenço Talamonte Neto, deslocaram-se até uma residência no bairro Parque dos Pinheiros, onde foi identificado um adolescente que admitiu participar de um grupo no aplicativo Telegram voltado à coordenação e discussão de ações ligadas ao movimento.

Durante a análise do aparelho celular utilizado pelo adolescente, os policiais localizaram conversas com conteúdo de incitação à violência, incluindo menções explícitas a práticas ilícitas que poderiam ser executadas durante o evento, com referências à utilização de explosivos e coquetéis molotov.
 
Com autorização do responsável legal, foi realizada busca domiciliar no imóvel, resultando na apreensão de dois simulacros de arma de fogo, dois canivetes e dois aparelhos celulares, entre eles o utilizado para comunicação no grupo investigado.
 
Os envolvidos repassavam informações e instruções a outros membros do grupo e tinham uma estrutura de comando. Os suspeitos de atentados planejavam as ações pelas redes sociais e se concentravam no Telegram, destacou a Agencia Brasil.
 
Durante semanas, os participantes compartilharam vídeos e instruções detalhadas sobre a fabricação e o lançamento de artefatos explosivos improvisados e foram monitorados por policiais infiltrados em redes sociais e deepweb.
 
"Conseguimos impedir um possível ataque que aconteceria nesta segunda. A 'manifestação' era uma forma de tumulto, sem pauta nenhuma, e conseguimos, com o trabalho de inteligência, impedir”, disse o secretário estadual de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, em entrevista coletiva nesta tarde.
 
A ação se deu em colaboração com secretarias de segurança de outros estados, incluindo o Rio de Janeiro. Em São Paulo, as prisões foram na capital, Osasco, São Caetano e Botucatu.
 
O Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) da polícia investigou e monitorou o grupo em redes sociais, com apoio da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber). Um dos detidos foi encontrado com simulacros de armas de fogo.
 
De acordo com a SSP, as investigações apontaram que o grupo monitorado integra uma rede de alcance nacional, com mais de 7 mil participantes, para discussão de ações violentas em diferentes regiões do país, concentrada nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.  Apenas na capital paulista, a comunidade virtual reunia quase 600 integrantes
 
Na semana passada um rapaz foi preso em Bauru pela Polícia Federal, apontado como integrante de grupo terrorista que planejava explosão em grande evento publico que não local divulgado.  (da Agencia Brasil/EBC, com Radio Clube )

 

Material apreendido em Botucatu pela Polícia Civil - Foto Policia Civil

 


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