Notícia
Saúde de SP reforça vacinação contra febre amarela após 6 casos no Vale do Paraíba e Sorocaba
Publicado em 23 de Abril de 2026 15:55
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo reforçou o alerta para a vacinação contra a febre amarela após a confirmação de seis casos da doença em 2026. Nesta semana, o Centro de Vigilância Epidemiológica confirmou três novos registros, sendo dois na cidade de Lagoinha, no Vale do Paraíba, e um em Araçariguama, na região de Sorocaba.
Em Lagoinha, dois homens, de 56 e 53 anos, morreram em decorrência da doença. Já em Araçariguama, um homem de 43 anos recebeu tratamento e evoluiu para cura. Na semana anterior, outros três casos já haviam sido confirmados, incluindo um óbito em Cunha e dois casos com recuperação em Cruzeiro. Segundo a Secretaria, todos os pacientes não possuíam histórico de vacinação.
A febre amarela é uma doença infecciosa grave transmitida por mosquitos e pode levar à morte em casos mais severos. A principal forma de prevenção continua sendo a vacina, disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Desde 2019, a imunização é recomendada para toda a população paulista.
Além da vacinação, a Secretaria promove ações de capacitação para profissionais da saúde. Nesta sexta-feira (24), será realizado o seminário online “Febre Amarela e o Desafio do Diagnóstico Diferencial com Dengue”, com foco no fortalecimento da vigilância e no atendimento rápido aos casos suspeitos.
A orientação é que a população confira a caderneta vacinal, especialmente antes de viagens para áreas com risco de transmissão. Para quem vai viajar, a vacina deve ser tomada com pelo menos 10 dias de antecedência, garantindo a proteção necessária. (Com informações da Agencia SP-Governo SP)
Orientações importantes:
- Crianças devem tomar a primeira dose aos 9 meses e reforço aos 4 anos
- Quem recebeu apenas uma dose antes dos 5 anos deve tomar reforço
- Pessoas de 5 a 59 anos não vacinadas devem receber dose única
- Quem tomou dose fracionada em 2018 deve revisar a caderneta
- A vacina está disponível gratuitamente nas UBSs
- Casos suspeitos devem ser comunicados imediatamente aos serviços de saúde
- Antes de viajar para áreas de risco, a vacinação deve ocorrer com 10 dias de antecedência


