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VAS confirma mais três casos de Leishmaniose Visceral Canina. Já são 4 casos em 2025
Publicado em 12 de Setembro de 2025 18:36
A Vigilância Ambiental em Saúde de Botucatu (VAS) anunciou que em agosto foram identificados três novos casos de cães com Leishmaniose Visceral Canina na região oeste de Botucatu. Agora são 4 casos dessa doença que nunca foi registrada no município.
O primeiro casos registrado foi no primeiro semestre. Os diagnósticos foram confirmados pelo Instituto Adolfo Lutz, a partir das ações de monitoramento realizadas pela equipe da VAS.
A Leishmaniose Visceral é uma doença grave, que pode afetar cães, gatos e seres humanos, transmitida pelo mosquito-palha (Lutzomyia longipalpis).
Esse inseto se desenvolve em locais úmidos com acúmulo de matéria orgânica, como folhas, frutos e fezes de animais, e costuma picar no início da noite e durante a madrugada.
REPELENTE - O uso de coleiras repelentes com deltametrina a 4% é o método mais eficaz de proteção para os cães, aliado à guarda responsável e ao manejo ambiental. Esse recurso é recomendado aos cães que tem acesso às vias publicas. O tutor que têm hábito de soltar cães a noite podem estar expondo seus animais de estimação ao contato com o vetor
PREVENÇÃO - Para evitar os riscos de transmissão, algumas medidas de proteção individual devem ser utilizadas, tais como: uso de mosquiteiro com malha fina, tela em portas e janelas, uso de repelentes, não se expor nos horários de atividade do vetor (entardecer e noite) em ambientes que o mosquito habitualmente pode ser encontrado.
POSSE RESPONSÁVEL - Aos proprietários de cães em áreas de transmissão recomenda-se adotar a posse responsável do animal, mantendo o mesmo em ambientes telados com malha fina, durante o período de maior atividade do vetor (do entardecer ao amanhecer) e o uso de coleiras repelentes de inseto, orienta o site da Secretaria de Saúde do Estado.
EVITE - Recomenda-se aos munícipes que auxilie na não proliferação do inseto vetor, evitando a criação de porcos e aves em áreas urbanas, mantenha a casa e quintal livre de matéria orgânica, recolhendo folhas de arvores, fezes de animais, restos de madeira e frutas. Proprietários de terrenos desocupados devem adotar as mesmas medidas..
ORIENTAÇÕES - A equipe da VAS realiza busca ativa de casos suspeitos e conta com a colaboração da população durante as visitas domiciliares. As ações têm apoio da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia e do Instituto de Biociências da UNESP de Botucatu.
PODE LIGAR - Para dúvidas e orientações, a Vigilância atende de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17 horas, pelo WhatsApp (14) 98120-1933 ou pelo telefone (14) 3811-1609. Saiba mais sobre a doença no site do Governo de SP
Atenção aos sintomas
Os tutores devem procurar um médico veterinário ao observar sinais como:
- Emagrecimento progressivo;
- Feridas que não cicatrizam;
- Queda de pelos (principalmente ao redor dos olhos e orelhas);
- Crescimento anormal das unhas;
- Apatia e fraqueza.


