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Canetas emagrecedoras e como elas agem no corpo humano
Publicado em 26 de Maio de 2026 07:13
As canetas emagrecedoras têm ganhado cada vez mais adeptos. Uma recente pesquisa nacional mostra que um em cada três domicílios brasileiros declara ter um morador que utiliza ou já utilizou esse tipo de medicamento.
Mas como elas agem no organismo? Existe contraindicação? Quais os benefícios do medicamento? O médico endocrinologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu – Unesp (HCFMB), Adriano Francisco de Marchi Jr, esclarece estes e outros aspectos do tradicional medicamento.
“Toda vez que ingerimos uma refeição, por exemplo, uma macarronada, ela passa pelo estômago e atinge o intestino. Neste momento, o alimento começa a ““avisar”” as células do trato gastrointestinal que é a hora de parar de comer. Esse hormônio é liberado e vai até o hipotálamo, que fica no cérebro, e este aponta que é a hora de parar de comer, pois a pessoa já está saciada. Esse hormônio dura, em média, dois minutos. O que a indústria farmacêutica fez? Aumentou o tempo de duração do efeito do hormônio no organismo humano, então vai para 157 horas de duração, e ainda é resistente a degradação. É como se ficássemos saciados mais tempo”, explica De Marchi.
Benefícios - O efeito mais conhecido das canetas é o emagrecimento, que ocorre em poucas semanas após o início do tratamento. No entanto, o organismo se beneficia de diferentes formas. “Essas canetas são um hormônio que já possuímos, todo o ser humano produz esse hormônio que tem dentro da caneta, porém a indústria farmacêutica conseguiu sintetizá-lo”, lembra.
“O hormônio melhora a produção de insulina e glucagon, outros hormônios capazes de fazer um armazenamento de gordura. Ele também diminui o esvaziamento gástrico, o que melhora o tempo em que o alimento fica no estômago e ainda propicia uma menor vontade de se alimentar”, pontua o médico do HCFMB. “O que nós vemos é a perda de peso, mas dentro do organismo está acontecendo muita coisa: melhora do metabolismo e dos níveis de glicose, por exemplo", cita.
Contraindicação - Embora o uso do medicamento esteja cada vez mais disseminado, ele não é indicado pra qualquer pessoa. De acordo com De Marchi, existe “uma contraindicação que tem em bula, que é quando a pessoa tem um câncer raro de tireoide, chamado carcinoma medular tireoidiano, ou um familiar que teve essa mesma doença”.
Ainda segundo o especialista, observar outros sinais é fundamental. “Existem algumas situações em que ficamos mais atentos, como o risco de pancreatite. Então, pessoas que têm cálculo biliar, que tiveram história de pancreatite prévia, que são etilistas, que tem os triglicérides muito alto, até prescrevemos, mas ficamos mais atentos ao risco de pancreatite”.



