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Lichia: tecnologia e variedades tardias impulsionam mercado em Avaré e região
Publicado em 13 de Fevereiro de 2026 11:48
A região de Avaré (SP) consolidou-se como um polo de inovação na cultura da lichia, transformando a fruta — antes restrita às festividades de fim de ano — em protagonista de uma cadeia produtiva moderna.
Com o apoio técnico da CATI Regional, produtores locais como a família Britchis, em Itaí, expandiram o cultivo para 114 hectares, diversificando a produção com sete novas variedades, como a Gigante e a Coração, que se somam à clássica Bengal.
O sucesso da operação, que em 2025 foi responsável por quase metade das exportações brasileiras da fruta para a Europa, reside na superação da sazonalidade, destaca a assessoria de imprensa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.
Através do plantio de variedades tardias e do uso de tecnologias de processamento, como o ultracongelamento de polpas e a liofilização (transformação em snacks crocantes), o setor consegue manter a oferta e a geração de renda durante todo o ano, aproveitando janelas de mercado onde a oferta global de lichia é escassa.
Além da exportação e do consumo in natura, a estratégia de verticalização tem evitado o desperdício de frutas com imperfeições estéticas. Esse excedente agora é transformado em produtos de alto valor agregado, incluindo geleias, aguardentes e a exótica "passa de lichia".
O fortalecimento da Cadeia Produtiva Local, que abrange 18 municípios paulistas, conta com investimentos do Governo do Estado para fomentar o desenvolvimento de pequenos produtores e consolidar a vocação regional para a fruticultura tecnológica.
Inovação e Sustentabilidade
Para evitar o desperdício de frutas com imperfeições estéticas, a produção adotou tecnologias de processamento que garantem renda o ano todo:
Ultracongelamento: Polpa pronta para consumo.
Liofilização: Snacks crocantes que preservam o sabor natural.
Derivados: Produção de aguardente, geleias e "lichiada".


