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Mulheres fazem ação contra feminicídio no dia 7
Publicado em 03 de Março de 2026 16:21
Botucatu ainda tenta processar a tragédia que interrompeu precocemente as vidas de Júlia Gabriela Bravin Trovão, de 29 anos, e Diego Felipe Corrêa da Silva, de 34 e uma manifestação está sendo organizada na próxima semana.
A manifestação está agendada para o dia 7 de março, com concentração marcada para as 17h em frente à Catedral Metropolitana de Botucatu. Espera-se que moradores, coletivos de defesa dos direitos das mulheres e amigos das vítimas participem do ato, carregando cartazes e mensagens de paz e justiça.
O crime, ocorrido no dia 21, transcendeu as páginas policiais para se tornar um símbolo da luta contra o feminicídio na região e no Estado, motivando uma grande mobilização popular convocada para o dia 7 de março, véspera do Dia Internacional da Mulher.
A manifestação está sendo convocada pela familia da mulher assassinada. Através das redes sociais, a mãe de Júlia Gabriela iniciou uma mobilização direcionada a autoridades políticas, lideranças religiosas e à sociedade civil.
O objetivo é cobrar maior rigor na aplicação das leis e políticas públicas mais eficientes de proteção às mulheres, sobretudo as Medidas Protetivas, que foram negadas pelo Poder Judiciário, um dia antes dos assassinatos.
"Precisamos ocupar as ruas para que nenhuma outra família sinta essa dor", declarou a mãe da jovem em seu pronunciamento na rede social, convocando a população para um ato pacífico em memória das vítimas.
O ataque aconteceu enquanto o casal estava no interior de um veículo. Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o autor dos disparos foi o ex-companheiro de Júlia, que não aceitava o término do relacionamento. Após fugir do local, o suspeito foi localizado e preso no dia seguinte, confessando a autoria do crime às autoridades.
O caso reacende o debate sobre a eficácia das medidas protetivas e a necessidade de suporte contínuo para mulheres em situação de vulnerabilidade, em um estado que ainda registra índices preocupantes de violência doméstica.


